o que foi, o que vem… e a aposta

O QUE FOI
>> Com atraso, as notas da Gazzetta para o jogo contra a França: Buffon 7, Zambrotta 7, Panucci 7, Chiellini 6,5 e Grosso 6,5; Gattuso 7 (Aquilani s/n), De Rossi 8, Pirlo 8 (Ambrosini 6,5) e Perrotta 6,5 (Camoranesi 6,5); Cassano 7 e Toni 6,5.

>> E que tal Domenech pedindo a mulher em casamento na coletiva depois da derrota? Não comentei aqui ainda, mas, para mim, a atitude simboliza a prepotência do técnico francês. Ao usar a mulher para tirar o foco da derrota, apesar da pífio desempenhho na Euro e da saída quase certa, o bicho manteve a pose, elogiou o futebol (qual?) jogado por sua equipe e ainda disse que o foco é 2010. Sério…

O QUE VEM
Agora, olhemos pra frente e falemos do confronto contra a Espanha:

>> Primeiro, reproduzo aqui uma frase do Barão Juan Polanco em seu Capotón, sobre o fato de o técnico espanhol Luis Aragonés ter dito que “a Itália não é exatamente o adversário que queríamos enfrentar”. Diz Polanco: “Você pode tentar me convencer de que foi só uma questão de sinceridade, essa ninfa supervalorizada, mas eu simplesmente não consigo ver benefício no fato de um treinador admitir um negócio desses em público – e o público inclui seus 22 comandados”.

>> Estou de acordo com Polanco. Neste jogo psicológio que antecede a partida, a Espanha, pelo futebol que jogou, deveria assumir sua condição de melhor equipe (coisa que Cesc Fábregas fez hoje, diga-se) e tentar neutralizar assim essa paúra da camisa azzurra, que o diário Marca não escondeu em sua edição de ontem:


“Itália, não esquecemos disso”, “14 anos depois, enfrentaremos nas quartas a nossa ‘bestia negra'”, “Estamos há 88 anos sem ganhar deles”, lembra o Marca.

>> Curioso é que, enquanto o diário espanhol publicou um misto de paúra e estimulo a uma revanche — lembrando inclusive que Tassotti, responsável pela fatídica cotovelada em Luis Henrique na Copa de 1994, estará no banco domingo —, a Gazzetta dello Sport preferiu repercutir apenas a paúra espanhola, “editando” a reprodução da capa do Marca e exibindo apenas parte da manchete que diz “Itália, esto no” (dando assim a impressão de que os espanhóis teriam publicado algo como ‘Ah não, justo a Itália!?’).

E A APOSTA
>> Mas o fato mais relevante nesses bastidores psicológicos do jogão de domingo é que Juan Polanco, numa tática maquiávelica, fez como Aragonés (apesar de criticá-lo), assumiu o favoritismo da Azzurra e desafiou-me publicamente para uma aposta (com vinho incluso) em seu blog.

Pois eu digo ao Polanco: apesar de a Itália ter mesmo muito mais camisa, dessa vez a Espanha é a favorita porque, ao contrário da França, tem jogado muito bem. E não estou aqui repetindo sua tática. Para provar, disponho-me até a inverter a aposta: se a Espanha passar, você paga. Se a Itália avançar, pago eu.

De qualquer forma, qualquer que seja sua escolha, a aposta está aceita, porque não sou de fugir de desafios públicos. Só não abro mão de que o almoço seja aqui do lado, no Fornaio D’Itália. Nada contra Paella, sabe? Mas é que, na hora de comer, a Itália será sempre a minha favorita!

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Sobre Gian Oddi

Jornalista, é hoje comentarista dos canais de televisão ESPN e ESPN Brasil. Trabalhou por sete anos como editor da revista e do site de Placar. Em duas passagens pelo portal iG, onde esteve por mais de cinco anos, foi editor de esportes e editor-executivo de esportes, ciência e tecnologia. Morou por um ano em Roma, produzindo matérias para a Placar e outras publicações da Editora Abril. Do Brasil, foi colaborador do diário espanhol Marca. Editou por seis anos o blog A Bola na Bota, sobre futebol italiano.
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4 respostas para o que foi, o que vem… e a aposta

  1. Maranhas disse:

    Tá engraçadão, hein!

  2. Gílson disse:

    O que o Domenech fez todo treinador faz. É humano você tentar desviar a atenção dos próprios erros, das limitações mostradas etc. Acho que nesse caso a marca dele já é muito forte e tudo que faz ou diz costuma ser analisado com esse viés. Ou talvez não e o cara seja um tremendo mala mesmo… sei lá. Mas ele foi bem mal no comando da França e quem apostou no Bleus, como eu, quebrou a cara – embora ainda esteja em uma posição bem razoável no fantasy da Euro… E subindo! Sobre partida da Azzurra, apesar de ter um elenco menos talentoso, creio que a Itália é favorita nesse jogo de domingo. Vamos partir do princípio que o Donadoni não cometerá nenhuma grande bobagem… Os espanhóis não gostam muito de enfrentar equipes “táticas”, aquelas que não saem para o confronto aberto e analisam as menores falhas dos adversários em busca de pontos fracos para atacar. Não é por acaso que quase sempre esses caras complicam a vida do Brasil. PS: Moro na Tabapuã e, de hoje em diante, vou parar de jantar nos restaurantes da Manuel Guedes. :-P

  3. Thiago Eduardo disse:

    A Espanha nunca foi favorita contra a Itália… A Azurra sempre teve melçhores jogadores… Melhor time… Uma vitória da Espanha sempre vai ser zebra quando jogar contra a seleção italiana, apesar de eu estar torcendo para a Furia.

  4. Michel Costa disse:

    Sinceramente, a Itália só é favorita no peso da camisa (se é que isso existe). Em qualquer outro aspecto (menos na meta) a Espanha está melhor e não existe momento mais propício para um triunfo da Fúria.
    Por essas e outras… acho que dá Itália mesmo. rsrsrs

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